Evitar o desperdício de alimentos ajuda no orçamento

segunda-feira, 21 de maio de 2012 |

Especialista afirma que planejamento na hora de fazer compras pode, inclusive, ajudar o meio ambiente


Rua Conceição Veloso: desperdício de alimentos após feira é frequente - Crédito: Priscila Silva
Rua Conceição Veloso: desperdício de alimentos após feira é frequente
Hoje em dia, fala-se muito em sustentabilidade. Ser sustentável envolve evitar desperdícios, e um dos mais condenáveis nesse mundo onde muita gente passa fome, é o de comida. Evitar o descarte de alimentos pode significar, também, economia no orçamento. É o que afirma a nutricionista da Ong Banco de alimentos Camila Kneip.

Será que a população têm essa consciência? Segundo dados da Organização das Nações Unidas, cerca de um terço de todo alimento produzido no planeta vai direto para o lixo. E no Brasil, o desperdício é considerado muito alto, aproximadamente 64% do plantio é perdido ao longo da produção. O Instituto Akatu apurou que uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que remete a uma perda de 1 bilhão de dólares por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias. Por outro lado, cerca de 65 milhões de brasileiros convive com algum tipo de restrição alimentar, de acordo com dados do IBGE.

 De acordo com a nutricionista, a Ong realiza um trabalho junto aos restaurantes e a CEAGESP que busca não só beneficiar e levar alimentos considerados inaptos para venda, porém aptos para consumo, a entidades filantrópicas, como também conscientizar a população a planejar melhor a lista de compras, e por conseqüência, economizar.

Camila afirma que uma das maiores preocupações da Ong é o de desenvolver cardápios em que a maior preocupação é o aproveitamento máximo dos ingredientes. Ela desenvolve, junto a outros profissionais da Ong, receitas elaboradas com partes dos alimentos que normalmente jogaríamos fora, como talos e cascas. “Além da elaboração de diferentes pratos, nos preocupamos também em conscientizar a população, através de palestras, oficinas, cursos e campanhas de arrecadação de alimentos”.

Aproveitamento integral dos alimentos

A nutricionista reforça que evitar o desperdício pode sim ser igual a economizar. É só entrar no site da entidade para acessar uma grande quantidade de receitas destinadas especialmente ao aproveitamento integral de alimentos. Estão disponíveis desde pratos de fácil e rápida realização, até receitas sofisticadas, sempre de uma forma criativa e econômica. Como exemplo, a especialista cita o abacaxi, que pode ser usado em bolos e sucos, e suas cascas, geralmente descartadas, podem ser utilizadas para fazer chá.

Camila alerta para os erros cometidos pelas donas de casa na hora de fazer compras. O primeiro é justamente na hora de comprar – é necessário que a dona de casa tenha cuidado com promoções do tipo “leve mais e pague menos”, pois elas não indicam economia, na medida em que se compra mais do que se consome. O alimento perde a validade, e seu destino acaba sendo o lixo.

Outro erro comum é não elaborar um cardápio semanal antes de ir ao supermercado. “Quando elaboramos a dieta da família para a semana, conseguimos comprar sem desperdiçar.” Ainda, olhar a geladeira e a dispensa com mais atenção evita compras desnecessárias, e a perda da validade dos produtos.

Além disso, o congelamento dos preparados da forma correta pode implicar em economia. De acordo com a nutricionista, podemos congelar até partes não convencionais dos perecíveis para uso posterior. “A casca de banana pode ser congelada por até dois dias, e ser utilizada para bolos e doces”.

Evitando o desperdício no CEAGESP

Angelo Bolzan, responsável pela coordenadoria de sustentabilidade do CEAGESP, declara que o trabalho da Ong junto à companhia é primordial para evitar o descarte de alimentos que estão fora do padrão comercial, mas próprios para consumo. “Além de ajudarmos instituições carentes, o trabalho junto ao Banco de Alimentos colaborou para a conscientização dos permissionários do CEAGESP, e também reduziu a produção de lixo”.

O que o cidadão precisa entender é que aproveitar o alimento o máximo possível é ter consciência. É poupar o bolso e o meio ambiente. Portanto, na hora de jogar fora talos e cascas, pense primeiro em como aproveitá-los em uma receita.
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Ravioli recheado de casca de melão e salmão

Ingredientes

Para a massa

  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 9 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de chá de sal

Para o recheio

  • manteiga a gosto
  • 100 gramas de salmão
  • 1/4 casca de melão cozida
  • a gosto pimenta do reino sal

Para o molho branco

  • 1/4 cebola
  • 2 colheres de chá de noz moscada em pó
  • 4 colheres de chá de sal
  • 2 dentes de alho
  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 1 litro de leite integral
  • 1/4 xícara de chá de queijo parmesão ralado
  • 1/2 xícara de chá de xícara de chá de manteiga
  • 1 xícara de chá de xícara de chá de farinha de trigo

Instruções

Para a massa: juntar todos os ingredientes e sovar bem até a massa ficar homogênea; Abrir com um rolo de macarrão e montar o ravioli (cortar a massa no formato de um quadrado, colocar o recheio no meio e dobrar formando um triângulo. Pressionar as bordas com o garfo).
Para o molho: juntar a manteiga, farinha,  o sal, fazer uma farofa  (roux)e antes de amarelar, reservar; Cortar a cebola e o alho em cubinhos; Dourar a cebola e o alho no azeite, juntar o roux, acrescentar o leite aos poucos, o queijo parmesão, noz moscada, sal e  leite, deixar ferver, sem parar de mexer, até engrossar.
Para o recheio: cortar a casca do melão em cubos pequenos e levar para cozinhar em água fervente por 10 a 15 minutos ou até que fique macia; Cortar o salmão em cubos pequenos e temperar com um pouco de pimenta do reino; Grelhar o salmão, reservar; Coar a casca e amassar no garfo formando uma pasta, adicionar o salmão e macerar junto. Temperar com sal e reservar.
Para a montagem: rechear a massa com o recheio de salmão com casca e levar para cozinhar; Servir com o molho branco.



Foto: Coordenadoria da Juventude de Guarulhos

Todo mundo sempre gostou da ideia de andar de bicicleta ao ar livre, seja em um parque, ou a beira da praia, mas com o trânsito cada vez mais conturbado das ruas de São Paulo esta prática se torna inevitável em comparação à movimentação de seus veículos. A falta de respeito da grande maioria dos motoristas de carros sempre pressa em chegar aos seus compromissos e a briga por um espaço no meio de enormes ônibus e caminhões fez que o ciclismo praticado pelos simples cidadão se perdesse com o passar dos anos.

A existência de faixas de ciclovias espalhadas pela cidade paulistana se tornou como um alento aos fanáticos pelo esporte e uma solução para fugir do violento trânsito urbano. De acordo com a Prefeitura da Cidade de São Paulo existem por toda a cidade cerce de 47,2 quilômetros de ciclovia, destinados exclusivamente para a circulação de bicicletas e afins e dotadas de sinalização própria (pinturas nas calçadas e placas indicadoras).

Já as ciclofaixas de lazer estão presentes ligando o Parque do Povo ao parque Villa-Lobos em trajeto pelo Rio Pinheiros, totalizando uma extensão de 45 quilômetros. Foram criadas como uma forma de incentivo ao esporte e um transporte saudável de locomoção. As ciclofaixas funcionam aos domingos e feriados nacionais, das 7hs às 16hs, e recebem cerca de 40 mil usuários de acordo com números da Secretaria de Estado de esporte e Lazer.

A Radial Leste, Marginal Pinheiros, São Mateus e Pinheiros são localidades de São Paulo que ganharam locações para os adeptos da bicicleta através das ciclovias. Uma alternativa a mais para quem quer se divertir em segurança pela cidade e diferentemente das ciclofaixas, estão abertas diariamente das 6hs às 18hs.

Para o ciclista profissional José Claudio dos Santos, estes novos espaços espalhados pela cidade são formas de deixar o esporte mais acessível a população. “A oportunidade de pedalar da bicicleta sem ter o incômodo do trânsito de carros é determinante para uma boa prática do esporte”.

O fundador da equipe de ciclismo ADF (Associação Desportiva Facex) declara um desejo para que o esporte seja mais presente no cotidiano das pessoas. “O ciclismo é um esporte saudável e prazeroso para aquele que possui o seu hábito, se praticado na quantidade de vezes possíveis se torna um exercício de corpo e mente”, finaliza José Claudio.

Uma nova opção em São Paulo é o trecho Sul do Rodoanel, com mais de 60 quilometros de extensão, o recém inaugurado trajeto chama a atenção pelas represas e regiões de matas ainda bem preservadas que cercam o local. Os praticantes do ciclismo de estrada são beneficiados pela velocidade que pode ser alcançada no percurso.

Mas este incentivo também está presente em outras cidades paulistas, è o caso de Guarulhos, localizada na grande São Paulo, e desde o final de 2011 oferece uma pista de 6,9 quilômetros localizada próximo ao centro da cidade e exclusiva para os esportistas nos dias de domingo. A iniciativa deu tão certo que vários eventos já fazem parte do calendário de atividades guarulhenses como a 2ª Bicicletada da Juventude de Guarulhos promovido pela Prefeitura juntamente com a Coordenadoria da Juventude de Guarulhos que reuniu cerca de 3 mil ciclistas que percorreram as ruas da cidade.

O casal Viviane Freitas e Leonardo Oliveira aproveitou a manhã ensolarada de domingo e curtiram a bicicletada. “Um evento como este nos beneficia ao nos dar a oportunidade de ter um lugar para caminharmos de bicicleta”, explica Viviane.

Já para Leonardo é uma chance para colocar a prática do esporte novamente em seu cotidiano. “Desde pequeno sempre fui apaixonado em andar de bicicleta, até sonhava em disputar algum campeonato oficial, agora com este espaço espalhado pela cidade posso voltar a me exercitar”.

Como surgiu a bicicleta

Pode parecer surpreendente, mas a bicicleta é uma invenção de menos de 200 anos. O veículo sobre duas rodas que não utiliza motor surgiu apenas no começo do século XIX, ou seja, depois do início da Revolução Industrial e da criação das primeiras máquinas a vapor. O primeiro esboço da bicicleta surgiu pelas mãos do projetista alemão Karl Friedrich Von Draisque, em 1818, construiu um veículo de duas rodas ligadas por uma estrutura de madeira que era impulsionada pelas pernas.

Os pedais foram introduzidos em 1839 pelo inglês Kirkpatrick Macmillan. A bicicleta, porém, era pouco prática porque cada pedalada fazia as rodas girarem apenas uma vez. Para solucionar esse inconveniente e dar maiores impulsos, o também inglês James Starley instalou, nos anos de 1870, uma corrente que ligava os pedais à roda. A novidade apresentava duas vantagens: menos esforço nas pernas e maior distância percorrida por pedalada.

Estilo de vida vegano pensa nos animais e também no meio-ambiente

terça-feira, 8 de maio de 2012 |

A preocupação com o meio ambiente se põe na mesa? Há quem acredite que sim. Entre praticantes da coleta seletiva, dos meios de transporte que não agridem o ar e do bom cuidado com os animais, existem aqueles que se alimentam de uma ideologia. Não são apenas vegetarianos, mas uma parcela de pessoas que vai além e não consume qualquer produto de origem animal: são os chamados veganos.

Entre essas pessoas, está a agente administrativa, Adriana Torquato Chaves. Há quatro meses ela aderiu ao estilo de vida vegano, depois de ser vegetariana por quatro anos, e, hoje, acredita estar contribuindo para o meio ambiente, com a sua escolha. "Sinto como uma contribuição em todos os aspectos, visto que pessoas que aderem ao estilo de vida vegano não exploram o meio ambiente sob nenhuma forma", declara.

O respeito aos animais é uma das principais preocupações dos adeptos do veganismo. Por isso, um vegano não consome alimentos de origem animal, ou que contenham qualquer resíduo, não vestem roupas ou sapatos feitos de animais e evitam o uso de cosméticos e medicamentos testados em animais ou que contenham componentes animais na formulação. Com essa conduta, eles demonstram ter uma consciência do mundo ao seu redor, conforme explica, Adriana: "Utilizamos recursos naturais, reciclamos, buscamos meios de não poluir e agredir a natureza. Cuidamos como um todo do ambiente em que vivemos”.

Ao se esclarecer sobre suas opções de alimentação e obter mais informações para o seu modo de vida, Adriana Torquato utiliza a internet, onde vários sites de organizações e estudiosos especializados tiram dúvidas sobre o assunto e o apresentam como uma alternativa válida, além de sustentável.


o site veganos.org traz diversas instituições comprometidas com a causa dos animais e do veganismo.

A assistente administrativa ressalta não ter sentido qualquer dificuldade no processo de transição do vegetarianismo para o veganismo. Esse caminho, segundo ela, "tornou tudo mais simples". E, até o momento, ela não demonstra insatisfação com sua prática e ressalta importância ao comprometimento com o meio-ambiente, destacando que "para o atual momento em que vivemos, qualquer pequeno gesto, desde que contínuo e adotado em larga escala, pode fazer uma grande diferença. Adotar o veganismo não é somente deixar de consumir carne e seus derivados. É deixar de explorar o planeta em que vivemos e adotar práticas que o beneficie".

Brasileiros encontram facilidades para emissão do visto americano

segunda-feira, 23 de abril de 2012 |

Ao perceberem que os turistas brasileiros, mesmo diante da crise econômica, estavam colaborando com o aquecimento da economia americana, os EUA promoveram uma série de medidas para facilitar a entrada destes turistas no país. Desde o ano passado o consulado aumentou o número de pessoal, criou mutirões aos sábados e reformas estruturais foram realizadas.

Em entrevista dada ao Informe Urbano, a Assessoria de Imprensa do Consulado Geral dos Estados Unidos, localizado em São Paulo, disse que o principal incentivo para essas mudanças foi a grande demanda de solicitações de vistos americanos enviados por brasileiros. “Em 2011 foram processados 944.686 vistos em todo o Brasil, 51% a mais que em 2010”, afirma Juliana Siqueira, Assessora de Imprensa do Consulado.

Em 2012, o presidente Barack Obama anunciou duas mudanças na política de concessão de vistos. A primeira foi a possibilidade de isentar de entrevista quem possui vistos vencidos há até 4 anos, antes disso era 1 ano. Os oficiais consulares, no entanto, podem selecionar algumas pessoas desse grupo para esclarecer dúvidas, caso achem necessário. Além disso, jovens de até 15 anos não precisam mais ir ao consulado para serem entrevistadas, a idade limite anterior era de até 13 anos, e pessoas com 66 anos também não, antes era 80 anos. Mas a possibilidade de descartar o visto ainda não existe.

A família Pompeo, sabendo dessas facilidades decidiu visitar Nova Iorque. Com duas filhas menores de 15 anos, o casal Alciluci e Henry Pompeo não encontrou dificuldades na retirada dos vistos. “ Sempre falávamos em conhecer os EUA, mas a burocracia exigida pelo consulado atrasava a nossa viagem. Ficamos 15 dias em Nova Iorque e adoramos a viagem, pretendemos voltar em breve”, relata o casal.

 Antes da nova política de emissão dos vistos, o tempo de espera para conclusão do processo chegava a superar 100 dias em São Paulo, hoje é possível fazer a retirada do documento em até 50 dias. “Em cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Recife o período (para retirada de visto) gira em torno de 10 dias. Solicitantes podem agendar entrevistas em qualquer um dos quatro postos no país São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília”, afirma Juliana.

A Sócia da Agencia de Viagens Destiny, Sheila Cunha, acredita que com o aumento da demanda por pacotes turísticos para os EUA, haverá uma queda de preços em passagens e hotéis. “Desde o início do ano tivemos um numero maior de procura por passagens aéreas para os EUA.Entre Janeiro de 2011 e 2012, há um acréscimo de 15% por pacotes fechados para viagens aos EUA”. Em nota divulgada à imprensa o consulado afirma que, somente no mês de março de 2012, houve um acréscimo de 62% na emissão de vistos à brasileiros, comparado ao mesmo período de 2011. Ainda de acordo com a Assessoria, só em São Paulo, diariamente, são atendidas 3.000 solicitações. Entre esses pedidos, 96% são aprovados.

Crescente procura pelo gênero teatral traz ao Brasil produções cada vez mais elaboradas

Ensaio Musical Hairspray
Alunos ensaiam musical Hairspray.
O atual cenário de teatro no Brasil mostra um alto nível de produções, dignas de Hollywood, e com cada vez mais investimentos na área. Principalmente quando se fala de musicais. O que exige, de quem realiza o espetáculo, aprimoramento constante e completo. É o que afirma a diretora geral da Casa de Artes OperÁria Ana Taglianetti. O espaço, voltado para a preparação de atores para musicais, recebe profissionais e admiradores do gênero para treinamento de canto, dança e interpretação.

Muitos alunos da casa procuram, dentre as atividades oferecidas, estarem em contato com o que o mercado exige do ator para as produções atuais. “O artista de musicais precisa ser ator, cantor e bailarino, e que pelo menos, faça bem duas dessas atividades. Exercer as três será um diferencial importante nesse mercado de trabalho competitivo e ainda restrito.”

No entanto, é difícil garantir que esse artista vá conseguir trabalhar exclusivamente com musicais. “A maioria mantêm carreiras paralelas, ou parte para a área de ensino, para trabalhar na formação de outros artistas. Temos alunos dentistas, médicos, engenheiros... noventa por cento de quem trabalha com musicais tem outra atividade.”

Karina Mathias Júnior Velloso Violinista
Júnior e Karina: formação acadêmica
Karina Mathias e Júnior Velloso, que se formarão este ano em artes cênicas, comparecem como estagiários na Casa de Artes. Karina é um exemplo de profissional que tem sido bem sucedida no teatro musical. “Participei dos espetáculos Noviça Rebelde e As bruxas de Eastwick, e agora, na minha terceira experiência, ingresso no musical Um violinista no Telhado, em um dos papéis principais. É um misto de ansiedade e medo, mas me sinto preparada.” Antes de trabalhar com musicais, ela era apenas cantora. O teatro entrou em sua vida como forma de ajudar a driblar a timidez, e acabou gostando de associá-lo à música. A atriz, de apenas 24 anos sonha continuar na carreira, porém encara com naturalidade a possibilidade de trabalhar um dia como professora de teatro. 

Paixão pelo gênero musical

Não há restrição de idade nem de preparação anterior para ingressar nas turmas. Segundo a diretora, participam dos cursos crianças a partir dos 6 anos de idade, e já teve alunos iniciantes na faixa dos sessenta. Basta ter paixão por musicais para participar dos treinamentos oferecidos pelo espaço. Aliás, alguns alunos ingressam sem pretensão de seguir uma carreira, e acabam descobrindo talentos que nem imaginavam, inclusive, dando prosseguimento a uma carreira artística.

Ivan Parente, professor que ministra um workshop voltado para a produção do musical Hairspray com os alunos do espaço, afirma que, apesar da preparação dos artistas envolver dança, canto e interpretação, é importante que esse artista passe por aulas com montagem de espetáculos, para entenderem a como juntar as três artes eficientemente. “O ator precisa ter, além da dança, canto e interpretação, uma preparação emocional e mental, para juntar as artes com fluidez.” O professor lembra que a preparação leva tempo, e que é necessário paciência, para não atrapalhar o próprio processo de aprendizado, e que cada pessoa tem dificuldades diferentes. Mas todos que têm interesse pelo gênero e querem entender como funciona um musical têm as portas abertas para essa preparação.

 
Família Adams: produção de Hollywood com atores brasileiros - Créditos: João Caldas
Família Adams: produção de Hollywood com atores brasileiros
 O que se percebe, ao acompanhar uma aula de montagem de espetáculos, é a procura crescente de gente cada vez mais jovem, que sonha uma dia, viver desse mercado. Lara Suleiman, de apenas 13 anos, através das peças que assistiu, adquiriu o interesse pela carreira de atriz de musicais. Consequentemente, ingressou com apenas 9 anos em vários cursos de aperfeiçoamento. Lara estuda na Casa de Artes, faz balé, canto, sapateado, jazz e outros cursos de interpretação. “Pretendo seguir carreira. E faço todos esses cursos porque adoro musicais”.

Vale a pena lembrar que o profissional de musicais deve ser respeitado, não só pelo trabalho em cima dos palcos, mas também, por toda a preparação e dedicação que o fez chegar até a abertura das cortinas.



A visão da sociedade diante dos políticos

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Candidatos às eleições municipais fazem sua parte, mas falta consciência política aos eleitores.
Candidatos às eleições municipais fazem sua parte, mas falta consciência política aos eleitores. Ano de eleição e mais uma vez o povo brasileiro irá às urnas para a escolha dos cargos municipais (Prefeito, Vice-prefeito e Vereador). O voto é obrigatório aos eleitores entre 18 e 65 anos, sendo necessário justificar a ausência em qualquer seção eleitoral, no dia da eleição. Mesmo com a responsabilidade do voto, são poucos os cidadãos que conhecem as atividades exercidas pelos políticos.

O Vereador Toninho Paiva, do PR, compreende a sua importância e o seu papel na sociedade, e concorda que são poucos os eleitores que entendem o trabalho dos políticos. “A função de um vereador é representar o povo, analisar o que está faltando no município, licitar obras e outras benfeitorias para o município, além fiscalizar e julgar as contas do executivo. Mas, realmente, a sociedade não tem a dimensão do nosso trabalho”, completa. Mas Toninho Paiva ainda ressalta a contribuição do Vereador junto à sociedade. Para ele, a construção de uma política cotidiana e uma troca de relações é fundamental para o seu trabalho. “O vereador tem o papel de interface entre as necessidades e dificuldades da população.

O povo tem que acreditar nessa representação como uma forma legitima de se sentir ouvida”, conclui. Para os cidadãos que não conseguem mensurar como é o trabalho dos vereadores, fica difícil na hora do voto. A escolha nem sempre é segura. Para o comerciante Rogério Cardozo, o momento do voto é algo indiferente e para ele tanto faz em qual político vota. “Nunca parei para pesquisar quais foram as coisas boas e ruins que o último Vereador em que votei fez. Pra mim os político são todos iguais, prometem e não fazem nada”.

O Farmacêutico José Antunes partilha da mesma ideia, mas para ele, nessa atual eleição e nas próximas, sua visão em relação aos políticos irá mudar. “Já fui dessas pessoas que votava nos candidatos só de olhar para os panfletinhos quando os recebia na rua no dia da eleição. Hoje me tornei um cidadão mais consciente em relação ao voto, e aprendi a fiscalizar melhor os políticos”, diz.

O momento da Classe C

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As condições financeiras da classe C brasileira estão melhorando cada vez mais e na opinião de muitos economistas vai manter-se como está ou ficar ainda melhor.

A indústria no Brasil está em um bom momento, a taxa desemprego é baixa e as previsões econômicas para o Brasil são positivas. Atualmente o Brasil é a sexta maior potência financeira do mundo e mesmo com as crises que mundo está passando, a situação do Brasil é relativamente boa. Segundo o economista Marcos Manulu, a economia brasileira está crescendo, mesmo estando abaixo das previsões feitas no ano passado, “há uma série de medidas tomadas pelo governo federal com o objetivo de que PIB de 2012 seja maior e provavelmente será”.

A população brasileira, no geral e principalmente a classe C, não possui o hábito manter o dinheiro na poupança, ou seja, todo dinheiro recebido imediatamente é direcionado ao consumo, aquecendo assim a indústria brasileira. Algo que contribui muito para aquisição de bens entre a classe C é o aumento da liberação de crédito. Um exemplo disso é a vendedora Soraia Cassiano, que afirma gastar todo dinheiro que recebe pagando dívidas acumuladas para manter alguns “caprichos” do qual não abre mão, “eu não pago uma dívida antes de fazer outra; as vezes chego a dever para quatro pessoas ao mesmo tempo, dinheiro que gasto com sapatos, roupas e cabeleireiro".

Por mais que a Nova classe C ainda esteja se habituando com suas condições financeiras, que tendem a melhorar, a situação para eles é satisfatória. Para Soraia, apesar de todos os sacrifícios, ela consegue ter o que quer, “hoje em dia possuo muitas coisas que antes nem imaginava ter, mesmo com minhas dívidas, posso dizer com orgulho que são as minhas coisas”.

O momento econômico que o Brasil está passando vai se manter positivo, segundo Manulu, “Pretende-se que esse seja um ciclo virtuoso, onde o governo possui papel central para que seja duradouro, ainda há espaço para a redução de juros, aumento na geração de empregos e da renda, ou seja, há condições objetivas para acreditar que o Brasil passa por um momento econômico de longa duração”.