O momento da Classe C

segunda-feira, 23 de abril de 2012 |

As condições financeiras da classe C brasileira estão melhorando cada vez mais e na opinião de muitos economistas vai manter-se como está ou ficar ainda melhor.

A indústria no Brasil está em um bom momento, a taxa desemprego é baixa e as previsões econômicas para o Brasil são positivas. Atualmente o Brasil é a sexta maior potência financeira do mundo e mesmo com as crises que mundo está passando, a situação do Brasil é relativamente boa. Segundo o economista Marcos Manulu, a economia brasileira está crescendo, mesmo estando abaixo das previsões feitas no ano passado, “há uma série de medidas tomadas pelo governo federal com o objetivo de que PIB de 2012 seja maior e provavelmente será”.

A população brasileira, no geral e principalmente a classe C, não possui o hábito manter o dinheiro na poupança, ou seja, todo dinheiro recebido imediatamente é direcionado ao consumo, aquecendo assim a indústria brasileira. Algo que contribui muito para aquisição de bens entre a classe C é o aumento da liberação de crédito. Um exemplo disso é a vendedora Soraia Cassiano, que afirma gastar todo dinheiro que recebe pagando dívidas acumuladas para manter alguns “caprichos” do qual não abre mão, “eu não pago uma dívida antes de fazer outra; as vezes chego a dever para quatro pessoas ao mesmo tempo, dinheiro que gasto com sapatos, roupas e cabeleireiro".

Por mais que a Nova classe C ainda esteja se habituando com suas condições financeiras, que tendem a melhorar, a situação para eles é satisfatória. Para Soraia, apesar de todos os sacrifícios, ela consegue ter o que quer, “hoje em dia possuo muitas coisas que antes nem imaginava ter, mesmo com minhas dívidas, posso dizer com orgulho que são as minhas coisas”.

O momento econômico que o Brasil está passando vai se manter positivo, segundo Manulu, “Pretende-se que esse seja um ciclo virtuoso, onde o governo possui papel central para que seja duradouro, ainda há espaço para a redução de juros, aumento na geração de empregos e da renda, ou seja, há condições objetivas para acreditar que o Brasil passa por um momento econômico de longa duração”.

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