Evitar o desperdício de alimentos ajuda no orçamento

segunda-feira, 21 de maio de 2012 |

Especialista afirma que planejamento na hora de fazer compras pode, inclusive, ajudar o meio ambiente


Rua Conceição Veloso: desperdício de alimentos após feira é frequente - Crédito: Priscila Silva
Rua Conceição Veloso: desperdício de alimentos após feira é frequente
Hoje em dia, fala-se muito em sustentabilidade. Ser sustentável envolve evitar desperdícios, e um dos mais condenáveis nesse mundo onde muita gente passa fome, é o de comida. Evitar o descarte de alimentos pode significar, também, economia no orçamento. É o que afirma a nutricionista da Ong Banco de alimentos Camila Kneip.

Será que a população têm essa consciência? Segundo dados da Organização das Nações Unidas, cerca de um terço de todo alimento produzido no planeta vai direto para o lixo. E no Brasil, o desperdício é considerado muito alto, aproximadamente 64% do plantio é perdido ao longo da produção. O Instituto Akatu apurou que uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que remete a uma perda de 1 bilhão de dólares por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias. Por outro lado, cerca de 65 milhões de brasileiros convive com algum tipo de restrição alimentar, de acordo com dados do IBGE.

 De acordo com a nutricionista, a Ong realiza um trabalho junto aos restaurantes e a CEAGESP que busca não só beneficiar e levar alimentos considerados inaptos para venda, porém aptos para consumo, a entidades filantrópicas, como também conscientizar a população a planejar melhor a lista de compras, e por conseqüência, economizar.

Camila afirma que uma das maiores preocupações da Ong é o de desenvolver cardápios em que a maior preocupação é o aproveitamento máximo dos ingredientes. Ela desenvolve, junto a outros profissionais da Ong, receitas elaboradas com partes dos alimentos que normalmente jogaríamos fora, como talos e cascas. “Além da elaboração de diferentes pratos, nos preocupamos também em conscientizar a população, através de palestras, oficinas, cursos e campanhas de arrecadação de alimentos”.

Aproveitamento integral dos alimentos

A nutricionista reforça que evitar o desperdício pode sim ser igual a economizar. É só entrar no site da entidade para acessar uma grande quantidade de receitas destinadas especialmente ao aproveitamento integral de alimentos. Estão disponíveis desde pratos de fácil e rápida realização, até receitas sofisticadas, sempre de uma forma criativa e econômica. Como exemplo, a especialista cita o abacaxi, que pode ser usado em bolos e sucos, e suas cascas, geralmente descartadas, podem ser utilizadas para fazer chá.

Camila alerta para os erros cometidos pelas donas de casa na hora de fazer compras. O primeiro é justamente na hora de comprar – é necessário que a dona de casa tenha cuidado com promoções do tipo “leve mais e pague menos”, pois elas não indicam economia, na medida em que se compra mais do que se consome. O alimento perde a validade, e seu destino acaba sendo o lixo.

Outro erro comum é não elaborar um cardápio semanal antes de ir ao supermercado. “Quando elaboramos a dieta da família para a semana, conseguimos comprar sem desperdiçar.” Ainda, olhar a geladeira e a dispensa com mais atenção evita compras desnecessárias, e a perda da validade dos produtos.

Além disso, o congelamento dos preparados da forma correta pode implicar em economia. De acordo com a nutricionista, podemos congelar até partes não convencionais dos perecíveis para uso posterior. “A casca de banana pode ser congelada por até dois dias, e ser utilizada para bolos e doces”.

Evitando o desperdício no CEAGESP

Angelo Bolzan, responsável pela coordenadoria de sustentabilidade do CEAGESP, declara que o trabalho da Ong junto à companhia é primordial para evitar o descarte de alimentos que estão fora do padrão comercial, mas próprios para consumo. “Além de ajudarmos instituições carentes, o trabalho junto ao Banco de Alimentos colaborou para a conscientização dos permissionários do CEAGESP, e também reduziu a produção de lixo”.

O que o cidadão precisa entender é que aproveitar o alimento o máximo possível é ter consciência. É poupar o bolso e o meio ambiente. Portanto, na hora de jogar fora talos e cascas, pense primeiro em como aproveitá-los em uma receita.
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Ravioli recheado de casca de melão e salmão

Ingredientes

Para a massa

  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 9 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de chá de sal

Para o recheio

  • manteiga a gosto
  • 100 gramas de salmão
  • 1/4 casca de melão cozida
  • a gosto pimenta do reino sal

Para o molho branco

  • 1/4 cebola
  • 2 colheres de chá de noz moscada em pó
  • 4 colheres de chá de sal
  • 2 dentes de alho
  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 1 litro de leite integral
  • 1/4 xícara de chá de queijo parmesão ralado
  • 1/2 xícara de chá de xícara de chá de manteiga
  • 1 xícara de chá de xícara de chá de farinha de trigo

Instruções

Para a massa: juntar todos os ingredientes e sovar bem até a massa ficar homogênea; Abrir com um rolo de macarrão e montar o ravioli (cortar a massa no formato de um quadrado, colocar o recheio no meio e dobrar formando um triângulo. Pressionar as bordas com o garfo).
Para o molho: juntar a manteiga, farinha,  o sal, fazer uma farofa  (roux)e antes de amarelar, reservar; Cortar a cebola e o alho em cubinhos; Dourar a cebola e o alho no azeite, juntar o roux, acrescentar o leite aos poucos, o queijo parmesão, noz moscada, sal e  leite, deixar ferver, sem parar de mexer, até engrossar.
Para o recheio: cortar a casca do melão em cubos pequenos e levar para cozinhar em água fervente por 10 a 15 minutos ou até que fique macia; Cortar o salmão em cubos pequenos e temperar com um pouco de pimenta do reino; Grelhar o salmão, reservar; Coar a casca e amassar no garfo formando uma pasta, adicionar o salmão e macerar junto. Temperar com sal e reservar.
Para a montagem: rechear a massa com o recheio de salmão com casca e levar para cozinhar; Servir com o molho branco.



Foto: Coordenadoria da Juventude de Guarulhos

Todo mundo sempre gostou da ideia de andar de bicicleta ao ar livre, seja em um parque, ou a beira da praia, mas com o trânsito cada vez mais conturbado das ruas de São Paulo esta prática se torna inevitável em comparação à movimentação de seus veículos. A falta de respeito da grande maioria dos motoristas de carros sempre pressa em chegar aos seus compromissos e a briga por um espaço no meio de enormes ônibus e caminhões fez que o ciclismo praticado pelos simples cidadão se perdesse com o passar dos anos.

A existência de faixas de ciclovias espalhadas pela cidade paulistana se tornou como um alento aos fanáticos pelo esporte e uma solução para fugir do violento trânsito urbano. De acordo com a Prefeitura da Cidade de São Paulo existem por toda a cidade cerce de 47,2 quilômetros de ciclovia, destinados exclusivamente para a circulação de bicicletas e afins e dotadas de sinalização própria (pinturas nas calçadas e placas indicadoras).

Já as ciclofaixas de lazer estão presentes ligando o Parque do Povo ao parque Villa-Lobos em trajeto pelo Rio Pinheiros, totalizando uma extensão de 45 quilômetros. Foram criadas como uma forma de incentivo ao esporte e um transporte saudável de locomoção. As ciclofaixas funcionam aos domingos e feriados nacionais, das 7hs às 16hs, e recebem cerca de 40 mil usuários de acordo com números da Secretaria de Estado de esporte e Lazer.

A Radial Leste, Marginal Pinheiros, São Mateus e Pinheiros são localidades de São Paulo que ganharam locações para os adeptos da bicicleta através das ciclovias. Uma alternativa a mais para quem quer se divertir em segurança pela cidade e diferentemente das ciclofaixas, estão abertas diariamente das 6hs às 18hs.

Para o ciclista profissional José Claudio dos Santos, estes novos espaços espalhados pela cidade são formas de deixar o esporte mais acessível a população. “A oportunidade de pedalar da bicicleta sem ter o incômodo do trânsito de carros é determinante para uma boa prática do esporte”.

O fundador da equipe de ciclismo ADF (Associação Desportiva Facex) declara um desejo para que o esporte seja mais presente no cotidiano das pessoas. “O ciclismo é um esporte saudável e prazeroso para aquele que possui o seu hábito, se praticado na quantidade de vezes possíveis se torna um exercício de corpo e mente”, finaliza José Claudio.

Uma nova opção em São Paulo é o trecho Sul do Rodoanel, com mais de 60 quilometros de extensão, o recém inaugurado trajeto chama a atenção pelas represas e regiões de matas ainda bem preservadas que cercam o local. Os praticantes do ciclismo de estrada são beneficiados pela velocidade que pode ser alcançada no percurso.

Mas este incentivo também está presente em outras cidades paulistas, è o caso de Guarulhos, localizada na grande São Paulo, e desde o final de 2011 oferece uma pista de 6,9 quilômetros localizada próximo ao centro da cidade e exclusiva para os esportistas nos dias de domingo. A iniciativa deu tão certo que vários eventos já fazem parte do calendário de atividades guarulhenses como a 2ª Bicicletada da Juventude de Guarulhos promovido pela Prefeitura juntamente com a Coordenadoria da Juventude de Guarulhos que reuniu cerca de 3 mil ciclistas que percorreram as ruas da cidade.

O casal Viviane Freitas e Leonardo Oliveira aproveitou a manhã ensolarada de domingo e curtiram a bicicletada. “Um evento como este nos beneficia ao nos dar a oportunidade de ter um lugar para caminharmos de bicicleta”, explica Viviane.

Já para Leonardo é uma chance para colocar a prática do esporte novamente em seu cotidiano. “Desde pequeno sempre fui apaixonado em andar de bicicleta, até sonhava em disputar algum campeonato oficial, agora com este espaço espalhado pela cidade posso voltar a me exercitar”.

Como surgiu a bicicleta

Pode parecer surpreendente, mas a bicicleta é uma invenção de menos de 200 anos. O veículo sobre duas rodas que não utiliza motor surgiu apenas no começo do século XIX, ou seja, depois do início da Revolução Industrial e da criação das primeiras máquinas a vapor. O primeiro esboço da bicicleta surgiu pelas mãos do projetista alemão Karl Friedrich Von Draisque, em 1818, construiu um veículo de duas rodas ligadas por uma estrutura de madeira que era impulsionada pelas pernas.

Os pedais foram introduzidos em 1839 pelo inglês Kirkpatrick Macmillan. A bicicleta, porém, era pouco prática porque cada pedalada fazia as rodas girarem apenas uma vez. Para solucionar esse inconveniente e dar maiores impulsos, o também inglês James Starley instalou, nos anos de 1870, uma corrente que ligava os pedais à roda. A novidade apresentava duas vantagens: menos esforço nas pernas e maior distância percorrida por pedalada.

Estilo de vida vegano pensa nos animais e também no meio-ambiente

terça-feira, 8 de maio de 2012 |

A preocupação com o meio ambiente se põe na mesa? Há quem acredite que sim. Entre praticantes da coleta seletiva, dos meios de transporte que não agridem o ar e do bom cuidado com os animais, existem aqueles que se alimentam de uma ideologia. Não são apenas vegetarianos, mas uma parcela de pessoas que vai além e não consume qualquer produto de origem animal: são os chamados veganos.

Entre essas pessoas, está a agente administrativa, Adriana Torquato Chaves. Há quatro meses ela aderiu ao estilo de vida vegano, depois de ser vegetariana por quatro anos, e, hoje, acredita estar contribuindo para o meio ambiente, com a sua escolha. "Sinto como uma contribuição em todos os aspectos, visto que pessoas que aderem ao estilo de vida vegano não exploram o meio ambiente sob nenhuma forma", declara.

O respeito aos animais é uma das principais preocupações dos adeptos do veganismo. Por isso, um vegano não consome alimentos de origem animal, ou que contenham qualquer resíduo, não vestem roupas ou sapatos feitos de animais e evitam o uso de cosméticos e medicamentos testados em animais ou que contenham componentes animais na formulação. Com essa conduta, eles demonstram ter uma consciência do mundo ao seu redor, conforme explica, Adriana: "Utilizamos recursos naturais, reciclamos, buscamos meios de não poluir e agredir a natureza. Cuidamos como um todo do ambiente em que vivemos”.

Ao se esclarecer sobre suas opções de alimentação e obter mais informações para o seu modo de vida, Adriana Torquato utiliza a internet, onde vários sites de organizações e estudiosos especializados tiram dúvidas sobre o assunto e o apresentam como uma alternativa válida, além de sustentável.


o site veganos.org traz diversas instituições comprometidas com a causa dos animais e do veganismo.

A assistente administrativa ressalta não ter sentido qualquer dificuldade no processo de transição do vegetarianismo para o veganismo. Esse caminho, segundo ela, "tornou tudo mais simples". E, até o momento, ela não demonstra insatisfação com sua prática e ressalta importância ao comprometimento com o meio-ambiente, destacando que "para o atual momento em que vivemos, qualquer pequeno gesto, desde que contínuo e adotado em larga escala, pode fazer uma grande diferença. Adotar o veganismo não é somente deixar de consumir carne e seus derivados. É deixar de explorar o planeta em que vivemos e adotar práticas que o beneficie".